|
“E aconteceu, que
como fosse caminho, entrou depois Jesus em uma
aldeia. Uma mulher de nome Marta, hospedou em
sua casa. E esta tinha uma irmã chamada Maria, a
qual até sentada aos pés do Senhor ouvia sua
palavra. Marta, porem, andava toda afadigada na
continua lida da casa, a qual se apresentou
diante de Jesus e disse: Senhor, a ti não se da
que minha irmã me deixasse andar servindo só?
Dize–lhe pois que me ajude. E respondendo o
Senhor, lhe disse: Marta, Marta, tu andas muito
inquieta, e te embaraças com o cuidar em muitas
coisas. Entretanto, só uma coisa é necessária.
Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será
tirada.” ( S. Lucas c. 10 v 38-42)
O
culto cristão no lar
Povoara-se
o firmamento de estrelas, dentro da noite de
luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente
em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e,
como se quisesse imprimir novo rumo à conversação,
que se fizera improdutiva e menos edificante,
falou com bondade:
-
Simão, que faz o pescador quando se dirige para
o mercado com os frutos de cada dia?
O
apóstolo pensou alguns momentos e respondeu,
hesitante:
-
Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes
melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus
sorriu e perguntou, de novo:
-
E o oleiro? Que faz para atender à tarefa a que
se propõe?
-
Certamente, Senhor redargüiu o pescador,
intrigado, modela o barro, imprimindo-lhe a
forma que deseja.
O
Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante,
insistiu:
-
E como procede ao carpinteiro para alcançar o
trabalho que pretende?
O
interlocutor, muito simples, informou sem
vacilar:
-
Lavará a madeira, usará a enxó e o serrote, o
martelo e o formão. De outro modo, não afeiçoará
a peça bruta.
Calou-se Jesus,
por alguns instantes, e aduziu:
- Assim, também, é
o lar diante do mundo. O berço doméstico é a
primeira escola e o primeiro templo da alma. A
casa do homem é a legitima exportadora de
caracteres para a vida comum. Se o negociante
seleciona a mercadoria, se o marceneiro não
consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira
aos seus propósitos, como esperar uma comunidade
segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe?
A paz do mundo começa sob as telhas a que nos
acolhemos. Se não aprendermos a viver em paz,
entre quatro paredes, como aguardar a harmonia
das nações? Se não nos habituarmos a amar o
irmão mais próximo, associado a nossa luta de
cada dia, como respeitar a Eterno Pai que nos
parece distantes?
Jesus relanceou o
olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e
continuou:
- Pedro, acendamos
aqui, em torno de quantos nos procuram a
assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa
te tua casa é o lar de teu pão. Por que não
instalar, ao redor dela, a sementeira da
felicidade e da paz na conversação e no
pensamento? O pai, que nos dá o trigo para o
celeiro, através do solo, envia-nos a luz
através do Céu. Se a claridade é a expansão dos
raios que a constituem, a fartura começa no
grão. Em razão disso, o Evangelho não foi
iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo
domicilio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou
no mestre os olhos humildes e lúcidos e, como
não encontrasse palavras adequadas para
explicar-se, murmurou, tímido:
- Mestre, seja
feito como desejas.
Então Jesus,
convidando os familiares do apostolo à palestra
edificante e à meditação, elevada, desenrolou os
escritos da sabedoria e abriu, na terra, o
primeiro culto cristão do lar. (Extraído do
livro: “Jesus no Lar”)
Finalidades:
Estudar o Evangelho de Jesus e ao mesmo tempo,
proteger os lares contra influencias negativas e
beneficiar pessoas necessitadas por meio de
preces e vibrações espirituais.
Roteiro:
1) Escolher um dia
e uma hora da semana, em que seja possível a
presença de todos os elementos da família, ou a
maior parte deles. Observar, rigorosamente, esse
dia e essa hora da reunião, para facilitar a
assistência dos benfeitores espirituais.
2) Iniciar a
reunião com uma prece, simples ou espontânea, em
que, mais que as palavras, tenham valor os
sentimentos, não devendo portanto, ser decorada.
3) Fazer a leitura
de um trecho de “O Evangelho Segundo o
Espiritismo” e na falta deste, do próprio
“Novo Testamento”.
4) Fazer
comentários breves sobre o trecho lido, buscando
sempre a essência dos ensinamentos de Jesus para
a sua aplicação na vida diária. A reunião poderá
ser dirigida pelo chefe da casa, ou pela pessoa
que tiver maiores conhecimentos doutrinários, a
qual devera incentivar a participação de todos
os presentes, colocando as lições ao alcance dos
de menor compreensão.
5) A presença de
crianças é permitida desde que não impeçam a
concentração ou o dialogo entre os presentes.
6) Fazer vibrações
pelo lar onde o Evangelho esta sendo estudado,
para os presentes, seus parentes e amigos.
7) Relembrar
sempre que é dever de todos os que procuram
viver o Evangelho, concorrer, sem esmorecimento:
a)
Para a Paz na
Terra
b)
Para a implantação
e a vivencia do Evangelho em todos os lares.
c)
Para o
entendimento fraternal entre todas as religiões.
d)
Para cura e
melhoria de todos os enfermos, do corpo e da
alma, minorando seus sofrimentos e suas
vicissitudes.
e)
Fazer a Prece de
encerramento.
Observações:
1) Os lares
Cristãos, são refúgios sagrados para os
membros da comunidade, e o Evangelho no Lar é um
recurso de extraordinária importância de que se
utiliza o Plano Espiritual Superior para
sustentar o Trabalho de Evangelização da
Humanidade e proteção da família.
2) Por sua
importância realizadora, esse trabalho é
especialmente visado pelos os espíritos
inferiores que sempre interferem para impedir
sua expansão, sendo necessário perseverança e
fé, para a sua continuidade e preservação.
3) Poderão ser
feitas vibrações para os casos justos e graves
que atinja a sociedade, a nação e a humanidade.
4) Não se deve
permitir em hipótese alguma que a reunião se
transforme em trabalho mediúnico, ou em debates
sobre assuntos doutrinários diferentes.
5) Evitar
comentários ou criticas ofensivas a pessoas ou
religiões, bem como conversas pouco edificantes,
antes e depois da reunião.
6) Uma reunião não
deve ultrapassar a trinta minutos, podendo ser
utilizado musica suave adequada para melhor
realização da preparação e do encerramento.
|