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Os
Essênios
No livro O
Evangelho Segundo o Espiritismo Allan Kardec nos
fala o seguinte sobre os Essênios;
“Seita Judaica
fundada ao ano de 150 ª C., ao tempo dos
Macabeus. Seus membros moravam numa espécie de
mosteiro, formando uma associação moral e
religiosa. Distinguiam-se pelos costumes suaves
e virtudes austeras; ensinavam o amor a Deus e
ao próximo, a imortalidade da alma e acreditavam
na ressurreição. Viviam em celibato, condenavam
a escravatura e a guerra, seus bens eram em
comum e davam-se a agricultura. Opostos aos
Saduceus, sensuais que negavam a imortalidade da
alma, e aos Fariseus rígidos por sua praticas
exteriores, onde a virtude era aparente, não
tomavam parte nas querelas que dividiam estas
duas seitas. Seu gênero de vida aproximava-se
dos primeiros cristãos e os princípios de moral
que professavam levaram algumas pessoas a pensar
que Jesus tivesse feito parte dessa seita, antes
de começar sua missão publica. É certo que a
conheceu; mas nada prova que a ela houvesse
filiado e tudo quanto isto escrito é hipotético.
Em abril de 1947,
no vale de Khirbet Qumran, quando um
pastor beduíno da região, recolhia seu rebanho
quando ao seguir atrás de uma ovelha desgarrada
percebeu que havia uma extensa fenda entre duas
rochas. Curioso, atirou uma pedra e ouviu o
ruído de um vaso se quebrando. No vaso,
encontrou pergaminhos deu-se então:
A Descoberta
dos Manuscritos do Mar Morto.

As cavernas de Qumran, em Israel,
onde beduínos encontraram,
em 1947, os mais antigos textos bíblicos de que
se tem notícia
Desde então, a
tradução e divulgação do seu conteúdo têm
atraído atenção mundial, e uma grande
expectativa tem se instaurado quanto a possíveis
segredos ainda não revelados.
Os pergaminhos
datam do terceiro século a.C até 68 d.C.,
segundo testes realizados com carbono 14. Os
Manuscritos do Mar Morto foram escritos em três
idiomas diferentes: Hebreu, Aramaico e
Grego, totalizando quase mil obras.
Eles incluíam
manuais de disciplinas, hinários, comentários
bíblicos, escritos apocalípticos, cópias do
livro de Isaías e quase todos os livros do
Antigo Testamento.
De acordo com os
estudiosos, os Manuscritos estão divididos em
três grupos principais: Sectários,
Apócrifos e Bíblicos. Os Bíblicos reúnem
todos os livros da Bíblia, exceto Ester, no
total 22 livros. Os Apócrifos são os livros
sagrados excluídos da Bíblia, e, finalmente os
Sectários que são pergaminhos relacionados com a
seita, incluindo visões apocalípticas e
trabalhos litúrgicos.
Todos esses
documentos foram preservados por quase dois mil
anos e são considerados os achados do século,
principalmente porque a Bíblia, até então
conhecida, data de uma tradução grega, feita
pelo menos mil anos depois da de Qumran. Hoje,
os Manuscritos do Mar Morto encontram-se no
Museu do Livro em Jerusalém.
Devemos lembrar
também dos Terapeutas vejamos o que nos fala
Allan Kardec sobre eles:
Terapeutas
– (do substantivo grego Therapeutai, que
vem do verbo therapeuein, servir, curar;
isto é, servidores de Deus ou curandeiros). –
Judeus sectários, contemporâneos de Cristo,
estabelecidos principalmente em Alexandria, no
Egito. Tinham muita relação com os Essênios,
cujos princípios professavam, cultivando, com
estes, todas as virtudes. Sua alimentação era
extremamente frugal; entregavam-se ao celibato,
à contemplação e à vida solitária, formando uma
verdadeira ordem religiosa. Filon filosofo
platônico de Alexandria, foi quem primeiro falou
dos Terapeutas, chamando-a seita do judaísmo.
São Jerônimo e outros Padres crêem que eram
cristãos. Judeus ou cristãos, é evidente que,
como os Essênios, constituíram um elo entre o
judaísmo e o cristianismo. (Allan Kardec – O
Evangelho Segundo o Espiritismo)
Segundo estudiosos
o nome Essênios deriva da palavra egípcia
Kashai, que significa "secreto".
Na língua grega, o termo utilizado é "therepeutes",
originário da palavra síria "asaya", que
significa médico. Os Terapeutas eram membros da
fraternidade Essênia que se dedicavam ao
exercício da medicina, empreendendo os estudos
necessários e viajando diariamente por muitos
lugares, consolavam os famintos, curavam os
doentes, espalhando as luzes das verdades
espirituais.
Relatos mediúnicos
admitem que a titulação – Essênios – seria
derivada de Essen, filho adotivo de Moisés, a
quem o legislador entregou o seu acervo para
“continuidade da tarefa.” Quanto ao fundador da
comunidade, sabe-se apenas que era conhecido por
“Mestre da Justiça”.
Segundo os Manuais
de Disciplina dos Essênios dos Manuscritos do
Mar Morto, os essênios eram realmente
originários do Egito, e durante a dominação do
Império Selêucida, em 170 a.C., formaram um
pequeno grupo de judeus, que abandonou as
cidades e rumou para o deserto, passando a viver
às margens do Mar Morto, e cujas colônias
estendiam-se até o vale do Nilo.
Afirmam os
Espíritos que atualmente, no plano Espiritual, a
comunidade Essência teria sua sede no Monte Nebo,
sob o comando de Hilarion, tendo como atividade
principal o estudo e divulgação do Evangelho,
para testemunhos permanentes.
No Brasil,
trabalhariam em conjunto com Ismael, a fim de
sedimentaram na terra do Cruzeiro, após muito
esforço, renúncias e sacrifícios, o coração do
mundo, para ser Pátria do Evangelho.
Costumes
Essênicos
No meio da
corrupção que imperava, os essênios conservavam
a tradição dos profetas e o segredo da Pura
Doutrina. De costumes irrepreensíveis,
moralidade exemplar, pacífico e de boa fé,
dedicavam-se ao estudo espiritualista, à
contemplação e à caridade, longe do materialismo
avassalador. Os essênios suportavam com
admirável estoicismo os maiores sacrifícios para
não violar o menor preceito religioso.
Procuravam servir
a Deus, auxiliando o próximo, sem
imolações no altar e sem cultuar imagens. Eram
livres, trabalhavam em comunidade, vivendo do
que produziam.
Os essênios não
tinham criados, pois acreditavam que todo homem
e mulher eram um ser livre. Tornaram-se famosos
pelo conhecimento e uso das ervas, entregando-se
abertamente ao exercício da medicina ocultista.
Em seus ensinos,
seguindo o método das Escolas Iniciáticas,
submetiam os discípulos a rituais de Iniciação,
conforme adquiriam conhecimentos e passavam para
graus mais avançados. Mostravam então, tanto na
teoria quanto na prática, as Leis Superiores do
Universo e da Vida, tristemente esquecidas na
ocasião, os essênios preparavam a vinda do
Messias.
Eram uma seita
aberta aos necessitados e desamparados, mantendo
inúmeras atividades onde a acolhida, o
tratamento de doentes e a instrução dos jovens
eram a face externa de seus objetivos. Não há
nenhum documento que comprove a estada essênia
de Jesus, no entanto seus atos são típicos de
quem foi iniciado nesta seita. A missão dos
seguidores do Mestre Verdadeiro foi a de
difundir a vinda de um Messias e nisto
contribuíram para a chegada de Jesus.
Antes dos
manuscritos do Mar Morto serem encontrados,
dizia-se que todo povo judeu aguardava o Deus
exclusivo da Palestina. Contudo, após as
revelações dos manuscritos, soube-se que foi
entre os Essênios que, pela primeira vez, se
ouvira falar na vinda do Messias Universal, que
será Rei, mas que todas as nações desfrutarão.
O cristianismo,
nascido nesse período essênio, sofreu as
influências dessa época. Está patente, portanto,
que os Essênios foram os que mais participaram
na formação dessa doutrina, o que pode ser visto
pela sua conduta e também pelas instruções que
eram os que mais se assemelhavam àquelas
ensinadas por Jesus.
Os Essênios se
espalhavam, também, por toda parte, mesmo sem
pertencer aos grupos definidos, afiliados apenas
por costumes e religiosidade.
O tema central
Essênio foi sempre a Aliança, vivendo com
profundidade a gratidão. Sentem a manifestação
de Deus, não somente a propósito deles, mas de
todos os homens do mundo.
Poucos respeitam
tanto a Aliança com Deus, como os homens destes
grupos.
Vivendo em comunidades distantes, os essênios
sempre procuravam encontrar na solidão do
deserto o lugar ideal para desenvolverem a
espiritualidade e estabelecer a vida
comunitária, onde a partilha dos bens era a
regra.
Rompendo com o
conceito da propriedade individual, acreditavam
ser possível implantar no reino da Terra a
verdadeira igualdade e fraternidade entre os
homens. Considerava a escravidão um ultraje à
missão do homem dada por Deus. Todos os membros
da seita trabalhavam para si e nas tarefas
comuns, sempre desempenhando atividades
profissionais que não envolvessem a destruição
ou violência.
Não era possível
encontrar entre eles açougueiros ou fabricantes
de armas, mas sim grande quantidade de mestres,
escribas, instrutores, que através do ensino
passavam de forma sutil os pensamentos da seita
aos leigos.
O silêncio era
prezado por eles. Sabiam guardá-lo, evitando
discussões em público e assuntos sobre religião.
A voz, para um essênio, possuía grande poder e
não devia ser desperdiçada. Através dela, com
diferentes entonações, eram capazes de curar um
doente. Cultivavam hábitos saudáveis, zelando
pela alimentação, físico e higiene pessoal. A
capacidade de predizer o futuro e a leitura do
destino através da linguagem dos astros tornaram
os essênios figuras magnéticas, conhecidas por
suas vestes brancas.
Eram excelentes
médicos também. Em cada parte do mundo onde se
estabeleceram, eles receberam nomes diferentes,
às vezes por necessidades de se proteger contra
as perseguições ou para manter afastados os
difamadores. Mestres em saber adaptar seus
pensamentos às religiões dos países onde se
situavam, agiram misturando muitos aspectos de
sua doutrina a outras crenças. O saber mais
profundo dos essênios era velado à maioria das
pessoas.
É sabido também
que liam textos e estudavam outras doutrinas.
Para ser um essênio, o pretendente era preparado
desde a infância na vida comunitária de suas
aldeias isoladas. Já adulto, o adepto, após
cumprir várias etapas de aprendizado, recebia
uma missão definida que ele deveria cumprir até
o fim da vida. Vestidos com roupas brancas,
ficaram conhecidos em sua época como aqueles que
"são do caminho".
Foram fundadores
dos abrigos denominados "beth-saida", que
tinham como tarefa cuidar de doentes e
desabrigados em épocas de epidemia e fome. Os
beth-saida anteciparam em séculos os
hospitais, instituição que tem seu nome derivado
de hospitaleiros, denominação de um ramo essênio
voltado para a prestação de socorro às pessoas
doentes.

Filosofia enterrada na
areia
Um pouco antes de um ataque romano destruir o
monastério
de Qumran, os essênios esconderam seus
manuscritos em
potes de cerâmica e os enterraram em cavernas
Fizeram obras
maravilhosas, que refletem até os nossos dias. A
notícia que se tem é de que a seita se perdeu,
no tempo e memória das pessoas. Se o que nos
restou já significa tanto, imaginem o que mais
poderíamos vir a ter aprendido.
"Abaixa a espada, porque aquele
que fere com a espada, morre pela espada"
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