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Allan Kardec
o Codificador do
Espiritismo.
O Espiritismo surgiu em Paris no dia 18 de abril
de 1857,
com
a publicação de “O Livro dos Espíritos” o mundo
veio a conhecer o Espiritismo, doutrina de
características científicas, filosóficas, e
morais
reveladas pelos Espíritos Superiores através de
médiuns codificada por Allan Kardec
pseudônimo de Hypolite Leon Denizard Rivail,
pedagogo, filósofo, escritor e cientista.
E desde Kardec até os nossos dias, esta doutrina
é a mesma, tendo mudado apenas a nossa
profundidade de entendimento, pois à medida que
vamos crescendo em conhecimentos, vamos
entendendo-a melhor.
O século XIX foi escolhido pela espiritualidade
para ser um período de aumento do intercâmbio
entre o “mundo espiritual” e o “mundo físico”,
pois o Homem já estava consciente o suficiente
para que entendesse as relações entre os planos
de existência, que eram conhecimentos exclusivos
de grupos esotéricos fechados.
Com a Doutrina Espírita o mistério da vida e da
morte foi revelado em níveis nunca antes tão
explícitos, e com o conhecimento advindo de tais
revelações, o amor e a confiança em Deus
aumentaram sensivelmente, motivados por uma fé
raciocinada.
O destino do Homem é ser feliz tornando-se
gradativamente ao longo de uma longa jornada
evolutiva, livre da dor, do sofrimento e da
ignorância, alcançando a angelitude, caminhando
para Deus.
Allan Kardec definiu o
Espiritismo como:
"A Ciência que trata da natureza,
da origem e do destino dos espíritos e das suas
relações com o mundo corporal". Acrescentava o
codificador (Allan Kardec): “O Espiritismo é, ao
mesmo tempo, ciência de observação e doutrina
filosófica. Como ciência prática, tem a sua
essência nas relações que se podem estabelecer
com os espíritos. Como filosofia, compreende
todas as conseqüências morais decorrentes dessas
relações”.
"O Espiritismo é,
portanto, completo, em sua Doutrina, porque,
como ciência, nos prova que a vida é eterna,
apenas transcorrendo em planos diferentes, sendo
a espiritual a nossa verdadeira pátria; como
filosofia, nos explica o mecanismo da Evolução e
as leis que regulam as relações das almas, no
seu eterno caminhar para Deus, sujeitas a
reencarnações periódicas, ao determinismo ditado
pelo carma; como a Religião natural, ilumina o
nosso comportamento no mundo das formas físicas,
aumentando o nosso discernimento do bem e do mal
e mostrando a nossa responsabilidade na escolha
dos caminhos que seguimos, para atingirmos os
objetivos da criação e a felicidade, com a
perfeição moral". (do
livro "Espiritismo Básico", Pedro Franco
Barbosa, edição FEB).
Podemos dizer que o Espiritismo
como religião, nos traz a vivencia do Evangelho
de Jesus Cristo no nosso dia a dia como era no
começo do cristianismo, nos mostra que devemos
seguir os exemplos do Divino Mestre Jesus de
forma simples, pois somos todos irmãos filhos de
Deus, criador de tudo e de todos e seu reino não
é privilegio de um povo nem de um culto
religioso, que seu reino é para todos nós.
O primeiro dever de qualquer
doutrina religiosa cristã deveria ser a
transformação intima dos seus adeptos, com os
exemplos de amor do Mestre Jesus. É chegada à
hora de deixarmos de lado discussões sem fins
que não nos levam a nada e começarmos a viver o
amor e a caridade condições indispensáveis para
atingir o reino de Deus.
O Maior Mandamento
“Mas os fariseus, quando ouviram
que Jesus tinha feito calar a boca dos saduceus,
se juntaram em conselho. – E um deles, que era
doutor da lei, tentando-o lhe perguntou: -
Mestre, qual é o maior mandamento da lei? –
Jesus lhe disse: Amaras ao Senhor teu Deus de
todo o teu coração, e de toda tua alma, e de
todo o teu entendimento. – Este é o maior e o
primeiro mandamento. – E o segundo semelhante a
este é: Amaras a teu próximo como a ti mesmo.
Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os
profetas.” – (Mateus, 12: 34-40)
"E assim tudo que vós quereis que
vos façam os homens, fazei-o também vós a eles.
Porque esta é a lei e os profetas”. – (Mateus 7:
12)
“E o que quereis que vos façam a
vós os homens, isso mesmo fazei vós a eles”. –
(Lucas, 6: 31)
“Amar ao próximo como a si mesmo;
fazer aos outros como quereríamos que nos
fizessem”;
eis a expressão mais completa da
caridade, porque resume todos os deveres para
com o próximo. Não é possível guia mais seguro
sobre o caso, do que tomar como norma fazer aos
outros aquilo que desejaríamos que nos fosse
feito. Com que direito exigiríamos de nossos
semelhantes procedimentos mais indulgentes, mais
benevolência e afeto do que lhes damos a eles? A
pratica destas máximas visa a destruição do
egoísmo. Quando os homens as tiverem como norma
de conduta, a base de suas instituições,
compreenderão a verdadeira fraternidade e farão
reinar a paz e a justiça; não haverá mais ódios
nem dissensões, mas união, concórdia e mútua
benevolência. – (Allan Kardec)
Cada homem se encontra em um determinado grau
evolutivo, que deve ser respeitado, devemos
antes de qualquer coisa independentes de culto
religioso que seguimos nos compreendermos como
irmãos e lutarmos pelo bem comum, lembrando que
antes de tudo somos Cristãos, não de chances ao
ódio lembre-se Jesus nos trouxe a lei do amor.
É dever do espírita demonstrar
para nossos irmãos o que é o Espiritismo pelos
nossos atos e exemplos de conduta Cristã.
"E, se
alguém julga saber alguma cousa, com efeito, não
aprendeu ainda como convém saber" - (I Coríntios
8.2).
"Julgai todas as cousas, retendo
o que é bom" - (I Tessalonicenses 5.21).
"A ignorância dos princípios
fundamentais é causa das falsas apreciações da
maior parte dos que julgam o que não
compreendem, ou que o fazem com base em idéias
preconcebidas" - (Allan Kardec)
Saiba:
O que é, e o que não
é o Espiritismo
Obras a serem estudadas pelos
interessados:
·
O Livro dos Espíritos
·
O Livro dos Médiuns
·
O Evangelho Segundo o Espiritismo
·
Céu e Inferno
·
A Gênese

Todas as obras citadas são de
autoria de Allan Kardec, (figura acima) o
Codificador do Espiritismo.
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O Espiritualismo
O materialismo, como se sabe, é o grande
motivo da ruína do homem, com sua doutrina
imediatista, egoísta e exclusivista. O
Espiritualismo é o oposto do materialismo. Todas
as religiões que acreditam existir no homem uma
individualidade (alma ou Espírito) que sobrevive
à morte do corpo carnal são espiritualistas.
Entretanto, nem todo espiritualista é espírita.
O Espiritismo, também acredita na
sobrevivência do Espírito e sua comunicação com
o mundo material, contudo, tem suas bases
científicas, filosóficas e religiosas pautadas
na Codificação de Allan Kardec e no Evangelho de
Jesus Cristo. Portanto tem um corpo
doutrinário-filosófico organizado, utilizado por
seus adeptos em suas vidas cotidianas e nas
sociedades espíritas.
Vejamos como Allan Kardec trata o assunto:
A palavra
espiritualista, desde muito tempo, tem uma
significação bem definida; é a Academia que
no-la dá: ESPIRITUALISTA é aquele ou aquela
cuja doutrina é oposta ao materialismo.
Todas as religiões, necessariamente, estão
baseadas no Espiritualismo. Quem crê haver em
nós outra coisa além da matéria, é
espiritualista, o que não implica na crença
nos Espíritos e nas suas manifestações. Como vós
o distinguiríeis daquele que o crê?
Precisar-se-ia, pois, empregar uma perífrase e
dizer: é um espiritualista que crê, ou não crê,
nos Espíritos. Para as coisas novas, é preciso
palavras novas, se quer evitar equívoco. Se eu
tivesse dado à minha REVISTA a qualificação de
Espiritualista, não lhe teria de modo
algum, especificado o objeto, porque, sem faltar
ao meu título, poderia não dizer uma palavra
sobre os Espíritos e mesmo combatê-los. Eu li,
há algum tempo em um jornal, a propósito de uma
obra filosófica, um artigo onde se dizia que o
autor o havia escrito sob o ponto de vista
espiritualista. Ora, os partidários dos
Espíritos ficariam singularmente desapontados
se, na confiança dessa indicação, tivessem
acreditado nela encontrar a menor concordância
com suas idéias. Portanto, se adotei as palavras
Espírita e Espiritualismo, é
porque elas exprimem, sem equívoco, as idéias
relativas aos Espíritos. Todo espírita é,
necessariamente, espiritualista, sem que
todos os espiritualistas sejam
espíritas. Fossem os Espíritos uma fantasia
e seria ainda útil existirem termos especiais
para aquilo que lhes concerne, porque são
necessárias palavras para as idéias falsas como
para as idéias verdadeiras. - (Allan Kardec)
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